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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Fatos Históricos do Rio Grande

Fatos históricos:
            O atual estado do Rio Grande do Sul não faz parte dos domínios coloniais portugueses, assinalados pelo Tratado de Tordesilhas. Mas, com a importância estratégica da área do Prata, o território logo atrai a atenção dos colonizadores. Durante o domínio espanhol, de 1580 a 1640, a expansão territorial é facilitada, levando os primeiros sertanistas e criadores de gado à região. Eles são seguidos pelos bandeirantes paulistas, interessados no apresamento dos índios guaranis aldeados nas missões do Paraná e Paraguai pelos padres jesuítas da Companhia de Jesus. Fugindo dos ataques, os jesuítas deslocam suas aldeias para o sul, espalhando-as ao longo do rio Uruguai. Com dinamismo social e econômico, as missões atraem os interesses coloniais.

            A metrópole estimula a imigração de famílias açorianas para a recém-criada capitania de São Pedro do Rio Grande. O primeiro povoamento é a base militar criada em 1737 na embocadura da lagoa dos Patos, embrião da cidade portuária de Rio Grande. Dez anos mais tarde é fundada a vila de Porto dos Casais, atual Porto Alegre. Esse desenvolvimento dificulta as negociações entre Portugal e Espanha para a demarcação dos limites na região, após o Tratado de Madri, de 1750, já que os dois países disputam a posse do território.

            Vencida a resistência dos guaranis, as fazendas de gado espalham-se pelo território gaúcho. O Rio Grande do Sul tem também importante participação nas lutas da independência. No entanto, ao sentir seu crescimento barrado pelo centralismo do Império, entra em conflito com o poder central na Revolta dos Farrapos, entre 1835 e 1845. Posteriormente, envolve-se também na Guerra do Paraguai (1865-1870). Nos primeiros anos da República, o estado é tomado pela violência da Revolta Federalista (1893-1895), que instaura uma guerra civil entre republicanos e federalistas.

            Durante a República, o estado recebe mais imigrantes estrangeiros, principalmente italianos e alemães. A atividade industrial, que surge a partir dos empreendimentos familiares dos imigrantes, começa a crescer em Porto Alegre, Rio Grande, Pelotas, Caxias do Sul e em outras cidades, ligada principalmente aos setores de alimentos, tecidos, móveis e calçados. O Rio Grande do Sul atua ainda nas lutas políticas da República Velha, com figuras como Júlio de Castilhos, Pinheiro Machado e Borges de Medeiros, representantes das forças oligárquicas, e Luís Carlos Prestes, pela oposição. Participa decisivamente da Revolução de 1930, que põe fim à República Velha, com a liderança de Getúlio Vargas e Osvaldo Aranha. Na década de 70, a indústria começa a se diversificar, com investimentos nos setores químico e metalmecânico, além de empreendimentos de maior porte, como o do pólo industrial da cidade de Rio Grande.
            Maior e mais populoso estado da Região Sul, em seu território está o ponto extremo do sul do país, o arroio Chuí. Os principais colonizadores do Rio Grande do Sul são os imigrantes italianos, que se fixaram principalmente na região serrana, no nordeste do estado, e os alemães, que ocuparam, sobretudo, a região do vale do rio dos Sinos, ao norte de Porto Alegre. Os portugueses - incluindo os açorianos - permaneceram no litoral. Além da influência européia, o gaúcho cultiva as tradições dos Pampas, região na fronteira com o Uruguai e a Argentina. Entre elas estão o chimarrão, o churrasco e o uso de trajes típicos, compostos de bombachas (calças folgadas, de origem turca, presas ao tornozelo), poncho e lenço no pescoço.

Aspectos naturais do Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul está localizado na Região Sul do Brasil e possui características naturais que difere dos outros entes federados, mais especificamente em sua composição natural, tais como relevo, clima, vegetação e hidrografia.

Relevo

O estado apresenta basicamente três tipos de relevo: Planalto, Depressões e Planície, isso mostra uma variedade geomorfológica na região, o primeiro se encontra ao norte do Estado com altitudes acima de 1.000 metros.

Ao lado da Serra Geral está presente o ponto mais alto do Estado, com 1.410 metros, chamado de Pico do Monte Negro em São José dos Ausentes.

São quatro as unidades morfológicas presentes no Rio Grande do Sul denominadas de Planalto-Norte-Rio-Grandense, Depressão Central, Escudo Sul-Rio-Grandense e Planície Costeira.

• Depressão Central: correspondem a áreas com pouca altitude, essas não ultrapassam 400 metros, nessa região estão localizados importantes municípios como: Porto Alegre, Santa Maria, Bagé e São Gabriel.
• Escudo Sul-Rio-Grandense: esse tem sua origem a partir de rochas formadas no período Pré-Cambriano que sofre desgastes provocados por processos erosivos, as altitudes nesses locais não superam 600 metros.
• Planície Costeira: se estabelece em toda Costa Atlântica do território do estado e apresenta baixas altitudes.

Clima

O clima predominante no Rio Grande do Sul é subtropical úmido, que corresponde a duas estações bem definidas: verão, que apresenta elevadas temperaturas, e inverno, com frio intenso, possui o inverno mais rigoroso do país. As chuvas no decorrer do ano são bem distribuídas.

A temperatura sofre variações de acordo com as altitudes, dessa forma, as áreas de baixa elevação apresentam o clima tropical e nas regiões de maiores elevações, predomina o clima temperado.

Vegetação

A composição vegetativa do Estado do Rio Grande do Sul é constituída basicamente por quatro tipos distintos de vegetação: Mata de Araucárias, Pampas, Vegetação Litorânea e Mata Atlântica.

• Mata de Araucárias: é caracterizada por uma floresta subtropical formada por coníferas e pinheiro-do-paraná.
• Vegetação Litorânea: ao longo de todo litoral rio- grandense se encontra vegetação úmida com uma abundante quantidade de areia.
• Mata Atlântica: é um tipo vegetação que cobre desde o norte até o sul do país na costa litorânea.

Hidrografia

A rede hidrográfica do Rio Grande do Sul é dividida em três regiões:

Região Hidrográfica da Bacia do Rio Uruguai;
Região Hidrográfica da Bacia do Guaíba;
Região Hidrográfica da Bacia do litoral.

Os rios mais importantes do Rio Grande do Sul:

- Uruguai;
- Ijuí;
- Jacuí; 
- Caí;
- Taquari;
- Ibicuí;
- Pelotas;
- Camaquã;
- Sinos.

Economia do estado de Rio Grande Do Sul

Os imigrantes portugueses, alemães e italianos tiveram participação importante para o fortalecimento da economia estadual. Eles desenvolveram técnicas de cultivo na região, além de terem promovido o desenvolvimento econômico em solo gaúcho. A evolução da economia estadual ocorreu de forma satisfatória e, atualmente, o estado possui a quarta maior economia do país, inferior apenas aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Acompanhe a progressão do Produto Interno Bruto (PIB) estadual no período de 2002 a 2009:
2002: 105,4 milhões de reais
2003: 124,5 milhões de reais
2004: 137,8 milhões de reais
2005: 144,2 milhões de reais
2006: 156,8 milhões de reais
2007: 176,6 milhões de reais
2008: 192,8 milhões de reais
2009: 202,9 milhões de reais
O PIB gaúcho tem apresentado significativas evoluções a cada ano. Atualmente, representa 6,4% do PIB nacional, e no âmbito regional esta participação é de aproximadamente 40%. Sua composição é a seguinte:

Composição do PIB do Rio Grande do Sul
Portanto, o setor de serviços é o principal segmento da economia estadual (61,2%), destacando-se, principalmente, em Porto Alegre, capital do estado.
A indústria, responsável por 27,5% do PIB estadual, é bem diversificada e se desenvolveu a partir das agroindústrias e de outros segmentos ligados ao setor primário. Destacam-se as indústrias de transformação, alimentos, petroquímicas, máquinas, automobilísticas (General Motors), implementos agrícolas, fertilizantes e de calçados.
A agropecuária, apesar de contribuir diretamente com apenas 11,2% para o PIB gaúcho, é uma atividade de fundamental importância para a economia estadual, pois é por meio dela que derivam vários segmentos da indústria e dos serviços.
O estado destaca-se por ser o terceiro maior produtor nacional de grãos, apresentando-se inferior apenas aos estados do Mato Grosso e Paraná, com expressiva colheita de arroz, soja, milho, trigo, mandioca e uva. Possui também um dos maiores rebanhos bovinos do país e a segunda maior criação de aves.
Dados da economia do Rio Grande do Sul:
- Produto Interno Bruto (PIB): 176,6 bilhões de reais
- PIB per capita: 18.777 reais
- Exportações – 18,3 bilhões de dólares:
Soja e derivados: 16%
Carnes: 12%
Fumo: 10%
Veículos automotores: 8%
Máquinas e equipamentos: 8%.
Calçados: 7%
Plataformas de perfuração e exploração: 5%
Plástico e seus produtos: 4%
Outros: 30%
- Importação – 14,5 bilhões de dólares:
Petróleo: 30%
Veículos automotores e peças: 13%
Adubos e fertilizantes: 12%
Máquinas e equipamentos: 10%
Derivados do petróleo: 9%
Produtos das indústrias químicas: 7%
Alimentos: 3%
Outros: 16%

Rio Grande Do Sul



Rio Grande do Sul é um estado brasileiro localizado no extremo sul do país. Sua capital é Porto Alegre, uma cidade moderna na qual vivem cerca de1.409.351 habitantes.
O estado do Rio Grande do Sul possui uma área de 268.781,896 km2, na qual se encontram 496 municípios povoados por aproximadamente  10.693.929  habitantes, esses são denominados de gaúchos ou sul-rio-grandense.

Economia do estado do Paraná

As atividades econômicas do Estado do Paraná são bastante variadas, por causa disso esse consegue se enquadrar entre os Estados de melhores economias, ou seja, os mais ricos. A economia paranaense está alicerçada na agricultura, pecuária, mineração, extrativismo vegetal e indústria.

Agricultura

O solo paranaense é fértil, favorecendo a atividade agrícola. O Estado produz uma grande variedade de culturas, se destaca como importante produtor de trigo, milho, soja, algodão e café.

Pecuária

Na atividade pastoril a criação de bovinos se destaca, contendo um numeroso rebanho, além de ser um grande produtor de suínos, destaca-se também na produção leiteira, de ovos, de bicho-da-seda, entre outros.

Mineração

O solo paranaense abriga enormes e diversificadas jazidas de minérios, os principais são: ouro, cobre, minerais nobres, além de outros como a areia, argila, calcário, caulim, dolomita, talco, granitos, mármore, chumbo e ferro.

Extrativismo vegetal

Esse tipo de atividade consiste em retirar da natureza itens vegetais com fins econômicos, com isso, as principais árvores exploradas são os pinheiros paranaenses (Araucária Angustifólia).

Indústria

Curitiba concentra uma cidade industrial que atua na indústria automobilística, metalmecânica, cimento, cerâmica, montagem de máquinas, tecidos, frigoríficos, além das agroindústrias que transformam produtos primários, como soja, milho, carne suína e madeira.

O parque industrial paranaense reúne, aproximadamente, 24 mil empresas, que geram resultados que superam a média nacional no ramo.

Informações da economia do Paraná

Participação no PIB nacional: 6,2%.
Composição do PIB estadual:
- agropecuário: 18,4%.
- indústria: 40%.
- prestação de serviços: 41,6%.
- Volume de exportação: 10 bilhões de dólares.

Produtos de exportação
- soja e derivados: 34,2%.
- veículos e peças: 21,4%.
- Madeira: 10%.
- Carne congelada: 8,2%.
- Outros alimentos, como milho, açúcar e café: 8,8

Aspectos naturais do Paraná


O território do Paraná é constituído por diversas composições naturais que refletem nas paisagens.

Para compreender a atual configuração da área estadual é de suma importância a realização de uma análise dos principais elementos que compõe o arranjo paisagístico da região.

Relevo

O Estado apresenta basicamente superfície plana, dispostas em grande altitude com planaltos escarpados. Ao longo da área paranaense é possível identificar cinco unidades de relevo:

Baixada litorânea

Formada por uma superfície plana, em alguns lugares alternam entre plano e elevado.

Serra do Mar

É formada a partir de imensos paredões verticais direcionados para o Oceano Atlântico, é justamente nesses locais que os pontos mais elevados do Estado são apresentados.

Planalto de Curitiba

Esse planalto possui uma elevação média de 900 metros, nele prevalecem rochas que demonstram duas variações, oscilações ou cristas geológicas.

Planalto de Guarapuava

É o maior planalto do Paraná, é constituído por lavas solidificadas, desse modo, o conjunto de rochas presentes são magmáticas, na região as altitudes variam entre 300 e 1.250 metros.

Clima

No Paraná, o clima predominante é o subtropical, embora haja uma restrita área de tropical com verões quentes e invernos rigorosos, sua capital é a cidade mais fria do país, pois apresenta temperatura média anual relativamente baixa.

Os índices pluviométricos no Estado atingem 2.000 mm anuais, as chuvas são bem distribuídas durante o ano todo, a temperatura média estadual é de 19ºC.

Vegetação

A cobertura vegetal do Estado é formada por Floresta Tropical, Floresta Subtropical e Campos.
A Floresta Tropical faz parte da Mata Atlântica, consiste em uma vegetação tipicamente brasileira que cobre boa parte do território, em especial a parte litorânea. A Floresta Subtropical é composta por vegetação latifoliadas, coníferas, cedro e erva-mate, denominada de Florestas das Araucárias.

Os campos se estabelecem de forma dispersa no território, existem dois tipos, Campos Limpos (9% do território) e Campos Cerrado (cerca de 1% da área estadual).

Hidrografia

Muitos rios paranaenses escoam suas águas diretamente no mar, outros vão a sentido oeste e são afluentes do rio Paraná. O Estado do Paraná possui em seu território cinco bacias hidrográficas.

Bacia do rio Paraná: seus afluentes principais são Piriquiri e Ivaí.

Bacia do rio Paranapanema: os afluentes são os rios Pirapó, Tibaji, das Cinzas e Itararé.

Bacia do rio Aguaçu: tem como afluentes os rios Chopim e Negro.

Bacia do rio Ribeira do Iguape: afluentes rio Ribeira do Iguape.

Bacia do Litoral Paranaense: águas que vão direto para o Oceano Atlântico.

Economia de Santa Catarina

A economia de Santa Catarina é diversificada, no território são desenvolvidas atividades econômicas no ramo da indústria, extrativismo (animal, vegetal e mineral), agricultura, pecuária, pesca, turismo. Santa Catarina é hoje o quinto Estado mais rico do país.

Indústria

O setor industrial atua, principalmente, na produção têxtil, cerâmica e metal-mecânica. Na agroindústria as duas maiores empresas de alimentos do Brasil são nativas de Santa Catarina, Sadia e Perdigão, além dessas empresas existem outras que destacam em diferentes modalidades como na indústria de motor elétrico, indústria de compressores e eletrodomésticos, como a Cônsul e a Brastemp.

Extrativismo

Nesse ramo de atividade destaca na extração de madeiras retiradas das Matas de Araucárias, além de obtenção de ervas e produção de papel.

Na extração mineral existem reservas de carvão, fluorita, sílex, além de jazidas promissoras de quartzo, argila, cerâmica, bauxita, pedras semipreciosas, petróleo e gás natural.

Agricultura

Na agricultura, o Estado ocupa um lugar de destaque na produção de milho, soja, fumo, mandioca, feijão, arroz, banana, batata inglesa, além de ser grande produtor de alho, cebola, tomate, trigo, maçã, uva, aveia e cevada.

Pecuária

Na criação de animais comerciais o Estado se destaca na produção de bovinos, suínos e aves.

Pesca

A pesca é considerada uma atividade de extração animal, em Santa Catarina essa fonte de renda representa um importante papel no panorama econômico.

O litoral catarinense é um dos maiores produtores de pescados e crustáceos do Brasil.

Turismo

A imensa quantidade de paisagens e atrativos naturais promove, de forma significativa, o desenvolvimento do turismo no Estado. Além de oferecer ao visitante a oportunidade de conhecer a arquitetura e os costumes herdados dos imigrantes europeus. Em suma, essa atividade assume um papel fundamental na receita do Estado.

Dados gerais acerca da economia de Santa Catarina

Participação no PIB (Produto Interno Bruto): 4,0%.
Composição do PIB estadual: agropecuário: 13,6%, indústria 52,55% e prestação de serviços 33,9%.

Volume de exportação anual: 5,6 bilhões de dólares.

Principais produtos de exportação e seus respectivos percentuais:

Carnes de aves e suínos: 26,1%
Móveis e artefatos de madeira: 15,4%.
Compressores: 8,5%.
Confecções de algodão: 6,8%.
Veículos e peças: 5,8%.
Madeira: 5,1%.
Cerâmica e louças: 4,5%.
Papel e papelão: 3,5%.
Motores elétricos: 3,4%.
Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

FOTOS DO ESTADO DE SANTA CATARINA






segunda-feira, 18 de julho de 2011

Imigração dos Portugueses

Portugueses  


Família de imigrantes portugueses em foto para o passaporte, Portugal, 1922
                                    Acervo Museu da Imigração - SP
  Como "descobridores" do Brasil, vieram para a colônia desde seus primeiros tempos de existência. Mesmo considerando-se apenas o período posterior à Independência (1822), os portugueses representam a etnia imigrante mais numerosa. Foram atraídos pelas dificuldades econômicas no país de origem e pelas afinidades lingüísticas. Lembremos, porém, que, considerado apenas o período 1877-1972, o fluxo de ingresso de portugueses e italianos se assemelhou, correspondendo respectivamente a algo em torno de 31% do total de entradas.
 Dedicaram-se tanto a atividades rurais como urbanas e, mais do que qualquer outra etnia, espalharam-se por várias regiões do Brasil.
    O Rio de Janeiro constitui o maior centro urbano concentrador de portugueses e seus descendentes. Controlaram, no passado, desde o comércio a varejo de alimentos até os grandes jornais. Durante o período que vai da Independência do Brasil a fins do século XIX, os portugueses foram alvo de críticas preconceituosas por parte dos nacionais, sobretudo no Rio de Janeiro.
 Essas críticas resultaram de ressentimentos para com os colonizadores e ganharam amplitude pela atividade exercida pelos portugueses na capital do País. Como estes controlavam aí a venda de gêneros alimentícios, tornaram-se muitas vezes bode expiatório para os problemas da população, decorrentes da elevação de preços.

A VINDA DE ITALIANOS PARA O BRASIL

Família de imigrantes italianos no Núcleo Colonial Jorge Tibiriçá, em Rio Claro, interior de São Paulo, em 1911
Acervo Museu da Imigração - SP

Os italianos começaram a imigrar em número significativo para o Brasil a partir da década de 70 do século XIX. Foram impulsionados pelas transformações sócio-econômicas em curso no Norte da península italiana, que afetaram sobretudo a propriedade da terra.
  Até a virada do século, italianos dessa região predominaram na corrente imigratória. A partir daí, os italianos do Centro-sul ou do Sul se tornaram dominantes. Um aspecto peculiar à imigração em massa italiana é que ela começou a ocorrer pouco após a unificação da Itália (1871), razão pela qual uma identidade nacional desses imigrantes se forjou, em grande medida, no Brasil.
 As grandes áreas de atração de imigrantes italianos para o Brasil foram os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Considerando o período 1884-1972, verificamos que quase 70% dos italianos ingressaram no País pelo estado de São Paulo.
 As condições de estabelecimento dos italianos foram bastante diversas. A imigração sulina praticamente não foi subsidiada e os recém-chegados instalaram-se como proprietários rurais ou urbanos. Em São Paulo, foram a princípio atraídos para trabalhar nas fazendas de café, através do esquema da imigração subsidiada. Nas cidades paulistas, trabalharam em uma série de atividades, em especial como operários da construção e da indústria têxtil.
  Os imigrantes italianos influenciaram fortemente os hábitos alimentares nas regiões em que se fixaram e deram uma importante contribuição à industrialização gaúcha e paulista. A maioria dos primeiros grandes industriais de São Paulo - os Matarazzo, os Crespi - constituíram o grupo dos chamados "condes italianos", cuja proeminência só foi ultrapassada com o correr dos anos.

Movimentos de Imigração para o Brasil

Imigrantes a bordo, observando a cidade, momentos antes de desembarcar em Santos, SP
Acervo Museu da Imigração - SP

A vinda de imigrantes para o Brasil, ressalvada a presença dos portugueses - colonizadores do País - delineia-se a partir da abertura dos portos às "nações amigas" (1808) e da independência do País (1822). À margem dos deslocamentos populacionais voluntários, cabe lembrar que milhões de negros foram obrigados a cruzar o oceano Atlântico, ao longo dos séculos XVI a XIX, com destino ao Brasil, constituindo a mão-de-obra escrava.Os monarcas brasileiros trataram de atrair imigrantes para a região sul do País, oferecendo-lhes lotes de terra para que se estabelecessem como pequenos proprietários agrícolas. Vieram primeiro os alemães e, a partir de 1870, os italianos, duas etnias que se tornaram majoritárias nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Entretanto, a grande leva imigratória começou em meados de 1880, com características bem diversas das acima apontadas.
 A principal região de atração passou a ser o estado de São Paulo e os objetivos básicos da política imigratória mudaram. Já não se cogitava de atrair famílias que se convertessem em pequenos proprietários, mas de obter braços para a lavoura do café, em plena expansão em São Paulo. A opção pela imigração em massa foi a forma de se substituir o trabalhador negro escravo, diante da crise do sistema escravista e da abolição da escravatura (1888). Ao mesmo tempo, essa opção se inseria no quadro de um enorme deslocamento transoceânico de populações que ocorreu em toda a Europa, a partir de meados do século XIX, perdurando até o início da Primeira Guerra Mundial. A vaga imigratória foi impulsionada, de um lado, pelas transformações sócio-econômicas que estavam ocorrendo em alguns países da Europa e, de outro, pela maior facilidade dos transportes, advinda da generalização da navegação a vapor e do barateamento das passagens. A partir das primeiras levas, a imigração em cadeia, ou seja, a atração exercida por pessoas estabelecidas nas novas terras, chamando familiares ou amigos, desempenhou papel relevante. Nas Américas, pela ordem, os Estados Unidos, a Argentina e o Brasil foram os principais países receptores de imigrantes.
    No caso brasileiro, os dados indicam que em torno de 4,5 milhões de pessoas imigraram para o país entre 1882 e 1934. Destes, 2,3 milhões entraram no estado de São Paulo como passageiros de terceira classe, pelo porto de Santos, não estando, pois, aí incluídas entradas sob outra condição. É necessário ressalvar, porém, que, em certas épocas, foi grande o número de retornados. Em São Paulo, por exemplo, no período de crise cafeeira, (1903-1904), a migração líquida chegou a ser negativa. Um dos traços distintivos da imigração para São Paulo, até 1927, foi o fato de ter sido em muitos casos subsidiada, sobretudo nos primeiros tempos, ao contrário do que sucedeu nos Estados Unidos e, até certo ponto, na Argentina.
 O subsídio consistiu no fornecimento de passagem marítima para o grupo familiar e transporte para as fazendas e foi uma forma de atrair imigrantes pobres para um país cujo clima e condições sanitárias não eram atraentes. A partir dos anos 30, a imigração em massa cedeu terreno. A política nacionalista de alguns países europeus - caso típico da Itália após a ascensão de Mussolini - tendeu a colocar obstáculos à imigração para a América Latina.
    No Brasil, a demanda de força de trabalho, necessária para o desenvolvimento industrial, passou a ser suprida, cada vez mais, pelas migrações internas. Habitantes do Nordeste do País e do estado de Minas Gerais abandonaram suas regiões em busca do "el-Dorado paulista". Na década de 30, somente os japoneses, ligados à pequena propriedade agrícola, continuaram a vir em grande número para São Paulo. Em anos mais recentes, a imigração para o Brasil, qualitativamente, diversificou-se bastante. Novas etnias se juntaram às mais antigas, como é o caso da imigração de países vizinhos - Argentina, Uruguai, Chile, Bolívia etc. - tanto por razões profissionais como políticas.
    Coreanos passaram a compor a paisagem da cidade de São Paulo, multiplicando restaurantes e confecções. Após os primeiros anos de dificuldades extremas, que não foram muito diversas das que atravessaram em outros países, os imigrantes acabaram por se integrar à sociedade brasileira. Em sua grande maioria, ascenderam socialmente, mudando a paisagem sócio-econômica e cultural do Centro-sul do Brasil.
    No Sul, vincularam-se à produção do trigo, do vinho, e às atividades industriais; em São Paulo, impulsionaram o desenvolvimento industrial e o comércio. Nessas regiões, transformaram também a paisagem cultural, valorizando a ética do trabalho, introduzindo novos padrões alimentares e modificações na língua portuguesa, que ganhou palavras novas e um sotaque particular. Os imigrantes europeus, do Oriente Médio e asiáticos (portugueses, italianos, espanhóis, alemães, judeus, sírios e libaneses, japoneses) influenciaram a formação étnica do povo brasileiro, sobretudo na região Centro-sul e Sul do País. Tendo em conta as contribuições de índios e negros, disso resultou uma população etnicamente diversificada, cujos valores e percepções variam de um segmento a outro, no âmbito de uma nacionalidade comum.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

REGIÃO NORDESTE

Área total: 1.561.177 km²
População (2000): 47.693.253 habitantes
Densidade demográfica (2000): 30,54 hab/km²
Maiores cidades (Habitantes/2000): Salvador (2.440.828); Fortaleza (2.138.234); Recife (1.421.993); São Luís (868.047); Maceió (796.842); Teresina (714.583); Natal (709.536); João Pessoa (595.429); Jaboatão dos Guararapes-PE (580.795); Feira de Santana-BA (481.137); Aracajú (461.083); Olinda-PE (368.666); Campina Grande-PB (354.546).
Relevo:
            Formada pelos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, a maior parte desta região está em um extenso planalto, antigo e aplainado pela erosão. Em função das diferentes características físicas que apresenta, a região encontra-se dividida em sub-regiões: meio-norte, zona da mata, agreste e sertão.
Sub-regiões e clima:
            O meio-norte compreende da faixa de transição entre o sertão semi-árido do Nordeste e a região amazônica. Apresenta clima úmido e vegetação exuberante, à medida que avança para o oeste.
            A zona da mata estende-se do estado do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia, numa faixa litorânea de até 200 km de largura. O clima é tropical úmido, com chuvas mais frequentes no outono e inverno. O solo é fertil e a vegetação natural é a mata atlântica, já praticamente extinta e substituída por lavouras de cana-de-açúcar desde o início da colonização.
            O agreste é a área de transição entre a zona da mata, região úmida e cheia de brejos, e o sertão semi-árido. Nessa sub-região, os terrenos mais férteis são ocupados por minifúndios, onde predominam as culturas de subsistência e a pecuária leiteira.
            O sertão, uma extensa área de clima semi-arido, chega até o litoral, nos estados do Rio Grande do Norte e do Ceará. As atividades agrícolas sofrem grande limitação, pois os solos são rasos e pedregosos e as chuvas, escassas e mal distribuídas. A vegetação típica é a caatinga. O rio São Francisco é a única fonte de água perene.
Turismo:
            O grande número de cidades litorâneas com belas praias, contribui para o desenvolvimento do turismo. Muitos estados investem na construção de parques aquáticos, complexos hoteleiros e pólos de ecoturismo. Esse crescimento, no entanto, favorece a especulação imobiliária, que em muitos casos ameaçam a preservação de importantes ecossistemas.
            A cultura nordestina, é um atrativo à parte para o turista. Em cada estado, há danças e hábitos seculares preservados. As rendas de bilros e a cerâmica, são as formas mais tradicionais de artesanato da região. As festas juninas em Caruarú (PE) e Campina Grande (PB), são as mais populares do país. O nordeste é a região brasileira que abriga o maior número de Patrimônios Culturais da Humanidade, título concedido pela UNESCO. Alguns exemplos são a cidade de Olinda (PE), São Luís (MA) e o centro histório do Pelourinho, em Salvador (BA).
            Há ainda o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, um dos mais importantes sítios arqueológicos do país. O carnaval continua sendo o evento que mais atrai turistas, especialmente para Salvador, Olinda e Recife. Cada uma dessas cidades chega a receber 1 milhão de turistas nessa época.
            Outro grande destaque a nível nacional e mundial é Fernando de Noronha, com suas maravilhosas paisagens naturais e mar cristalino, local que abriga os golfinhos saltadores, conhecidos em todo o mundo.
Recursos minerais:
            O Nordeste é rico em recursos minerais. Os destaques são o petróleo e o gás natural, produzidos na Bahia, em Sergipe e no Rio Grande do Norte. Na Bahia, o petróleo é explorado no litoral e na plataforma continental e processado na Pólo Petroquìmico de Camaçari. O Rio Grande do Norte, responsável por 11% da produção nacional em 1997, é o segundo maior produtor de petróleo do país, atrás do Rio de Janeiro. Produz também 95% do sal marinho consumido no Brasil. Outro destaque é a produção de gesso em Pernambuco, que responde por 95% do total brasileiro. O Nordeste possui ainda jazidas de granito, pedras preciosas e semipreciosas.
Dados sociais:
            Essa região é a mais pobre do país. 50,12% da população nordestina tem renda familiar de meio salário mínimo. De acordo com levantamento do UNICEF divulgado em 1999, as 150 cidades com maior taxa de desnutrição do país estão no nordeste. Nelas, 33,66% das crianças menores de 5 anos, são desnutridas (mais de um terço).
            Sua densidade demográfica é de 29,95 hab./km2 e a maior parte da população de concentra na zona urbana (60,6%).
Economia:
            Nos últimos cinco anos, a economia nordestina mostra-se mais dinâmica que a média do país. Uma das razões é o impulso da indústria e do setor de serviços.
            A agricultura e a pecuária, contudo, enfrentam situação inversa nos anos 90. Os longos períodos de estiagem fazem com que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor apresente quedas sucessivas. A agricultura centraliza-se no cultivo de cana-de-açúcar, com Alagoas respondendo por metade da produção do Nordeste. Há alguns anos, teve início o desenvolvimento de lavouras de fruticultura para exportação na área do vale do São Francisco - onde há inclusive cultivo de uvas viníferas - e no Vale do Açú, a 200km de Natal (RN). É no Rio Grande do Norte que são produzidos os melhores melões do país. A pecuária ainda sofre os efeitos da estiagem, mas o setor avícola desponta.
População e transportes:
            As maiores cidades nordestinas são Salvador, Fortaleza, Recife, Natal, João Pessoa, Maceió, São Luís, Aracajú, Ilhéus, Itabuna, Teresina, Campina Grande, Feira de Santana e Olinda. As rodovias em geral são precárias. Há entretanto algumas boas e surpreendentes exceções. As principais vias de escoamento e transporte de carga rodoviária são efetuadas pela BR-116 e BR-101. Os aeroportos de Recife, Salvador e Fortaleza são os principais destaques.